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Concurso de investigador segue em pauta, diz chefe da corporação

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O governador Luiz Fernando Pezão está sensível às necessidades de pessoal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que deverá ter a sua política de concursos retomada em breve, incluindo para investigador, cargo que exige o nível médio e tem remuneração inicial de R$4.454,93. A informação partiu do chefe da Polícia Civil, delegado Carlos Augusto Leba, que aponta a função "dentro do elenco de prioridades mais imediatas da corporação".
 
Segundo Carlos Leba, que esteve na audiência pública da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Alerj, na última terça-feira, dia 21, a preocupação do governador Pezão e da Polícia Civil é que, além da necessidade de mais de 10 mil servidores, a corporação tem visto um aumento das aposentadorias. Por isso, o governador já autorizou a Polícia Civil a realizar um levantamento de quantas aposentadorias estão previstas para cada categoria.
 
"A substituição de aposentados é comum, só que o ritmo de concursos historicamente na Polícia Civil, por uma série de complicações, não acompanha a mesma capacidade de empregabilidade. Hoje, um terço do nosso quadro está em abono de permanência. Entre os concursos mais urgentes estão os de peritos legistas, delegados, investigadores e técnicos de necrópsia", alertou Leba.
 

Chefia da Polícia Civil confiante em autorizações

 

A expectativa da Chefia da Polícia Civil é de autorizações de novos concursos em breve, num cenário fiscal melhor. "O governador está sensibilizado com essas lacunas. Evidentemente que é necessária uma estratégia para isso. Precisamos de um cronograma de atividades, porque tudo precisa estar equalizado com a recuperação fiscal. O aceno é que para 2018 o impacto financeiro com pessoal tenha a sua correspondência para aprovados de concursos anteriores. Até que se tenha concursos em outras frentes, tudo gerará um impacto para o ano que vem. É um cronograma que precisamos ouvir a Fazenda e a Gestão", explicou Carlos Leba.

 

Carência é superior a 10 mil

 

Também estiveram na audiência pública da Alerj representantes de associações e sindicatos dos policiais civis, que apoiam a abertura de concursos para suprir o déficit de pessoal, que é superior a 10 mil policiais. As categorias estão em greve desde 20 de janeiro, exigindo pagamento do 13º salário, das horas extras de mais de seis meses e de verbas alimentares.

 
Segundo a presidente da Associação dos Peritos Oficiais do Estado do Rio de Janeiro (Aperj-RJ), Denise Rivera, alertou para o envelhecimento da Polícia Técnica. "Estamos fazendo uma greve legítima e com a preocupação de manter o mínimo dos serviços para a população não sofrer. São muitos os problemas na Polícia Técnica. Ela está envelhecida. A maioria dos servidores está pronta para ir embora e não temos um concurso válido para suprir as saídas. Queremos trabalhar e receber por isso. A situação está insustentável", disse.
 
Fonte: Folha Dirigida