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Concurso do MPU: 93% do déficit são para técnicos administrativos e analistas de Direito

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O Ministério Público da União (MPU) possui 93% das necessidades de pessoal concentradas nos cargos de técnico administrativo (nível médio e R$7.260,41) e analista de Direito (graduados na área e R$11.345,90), que serão contemplados no concurso MPU 2017, previsto para ser aberto em agosto. Isso porque dos 1.911 servidores faltantes, 1.776 são apenas para os dois cargos que serão contemplados na disputa.
 
 
Os dados são resultado de um levantamento da FOLHA DIRIGIDA, tendo por base informações dos portais de transparência dos quatro ramos do MPU. São eles Ministério Público Federal (MPF), com déficit de 1.772 servidores, Ministério Público do Trabalho (MPT), com falta de 107, e Ministério Público Militar (MPM), com carência de nove, todos esses com representações no país inteiro. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), localizado apenas em Brasília, o déficit é de 23 profissionais.

 

De olho nos números...

 

Das 1.776 vagas disponíveis, 577 são para técnicos administrativos e 1.199 para analistas da área de Direito. O MPF é o ramo do MPU com mais carências. No total, faltam, hoje, 1.683 servidores das áreas que serão contempladas no concurso, sendo 514 técnicos administrativos e 1.169 analistas de Direito (1.169). Em segundo lugar aparece o MPT. No total, faltam 77 servidores para as áreas mencionadas, sendo 52 técnicos administrativos e 25 analistas. No MPDFT faltam 16, sendo 11 técnicos administrativos e cinco analistas de Direito (cinco). No MPM, faltam nove servidores, sendo quatro técnicos e cinco analistas. Este é o único ramo do MPU que não informa, no seu portal de transparência, as necessidades de pessoal por especialidade, dando apenas o número geral.

 
 
O levantamento mostra que a expectativa por uma boa oferta de vagas e muitas contratações no concurso anunciado deverá se confirmar. A comissão responsável pelo concurso, presidida pelo procurador Blal Yassine Dalloul, trabalha para divulgar o edital em agosto, quando expira o prazo de validade do concurso para técnico administrativo e analista de Direito. O próximo passo da comissão será a escolha da organizadora e a definição do cronograma do concurso. As provas deverão ficar para outubro ou novembro, respeitando o intervalo de 60 dias entre o edital e a aplicação das avaliações, que deverá acontecer em todas as capitais do país, tradição do MPU.

 

Muitos benefícios à vista

 

Independentemente do quantitativo de vagas a ser especificado em edital, o número de admissões deverá ser alto também por causa da tradição do MPU de convocar bastante aprovados, sobretudo técnicos. Em 2013, o concurso para esses mesmos cargos contou com 147 vagas, sendo 109 para o nível médio e 38 para o superior. O número de admissões, porém, foi bem superior. Foram 4.153 convocações, sendo 2.609 de técnico administrativo (nível médio) e 1.544 de analistas.

 
Os servidores do MPU têm direito a uma série de benefícios, que tornam o concurso do órgão muito interessante. Além do auxílio-alimentação, de R$884 (já somado nas remunerações mencionadas), há direito a auxílio-transporte (variável de acordo com a localidade) e assistência pré-escolar de R$699. São oferecidas ainda gratificações como de Atividade do Ministério Público da União (GMPU) - já somada nas remunerações mencionadas - e de Qualificação e Treinamento (GQT). Essa última premia servidores quem tenham pós-graduação, mestrado ou doutorado.
 
 
Há também Gratificação por Projetos, dada quando o servidor fica à frente de alguma atividade diferente da que vem exercendo e em novo horário. A carga de trabalho também é flexível. Diferente da maioria dos órgãos públicos, os servidores do MPU atuam por sete horas diárias. Quem estuda e trabalha tem jornada especial, de forma que o horário de trabalho seja compatível com o de estudos. O regime de contratação é o estatutário, que assegura a estabilidade. Os interessados devem estudar tendo por base o concurso de 2013. À época, os candidatos foram avaliados por meio de duas provas objetivas, uma de Conhecimentos Básicos (50 questões) e outra de Conhecimentos Específicos (70). Para analista, houve ainda prova discursiva.
 
Fonte: Folha Dirigida